Resenhas

Vai ser usada para falar sobre os livros, filmes e séries que estão em alta, com críticas e avaliações sobre, assim como a sinopse de cada para quem tiver interesse em assistir.

TEXTOS

Livro “VILÃO” - V.E. Schwab (livro 1 da trilogia)

CONTÉM GATILHOS: violência exarcebada e suicídio.

GÊNEROS: Ficção, “Adult/New Adult”, ficção científica, fantasia, ação e aventura. Observação: não é considerado do gênero “Young Adult” por seus temas mais violentos.

  • “Muitos humanos eram monstros, e muitos monstros sabiam fingir humanidade” - trecho do livro.

SINOPSE: Victor e Eliot (ou Eli) se conheceram na universidade de Lockland e logo se viram amigos por possuírem alguns traços em comum. No seu último ano de faculdade, para um trabalho, eles se juntam e começam a estudar o uso da adrenalina e como ela pode, em uma circunstância específica, levar uma pessoa a ter poderes especiais. Porém, quando começam os seus experimentos, nada sai como planejado. Dez anos mais tarde, Victor foge da cadeia com um único objetivo: encontrar seu antigo colega, agora inimigo. Ao mesmo tempo, Eli está focado em um único propósito: exterminar as pessoas “especiais”, ou ExtraOrdinárias, já que são todas, de acordo com ele, uma afronta a Deus.

CRÍTICA SEM SPOILERS: Nesse livro, em que a vingança e a raiva são sentimentos os quais carregam a história, “o que é ser vilão?” é uma das perguntas mais recorrentes. A autora deixa completamente de lado o maniqueísmo, criando uma linha muito tênue entre os personagens considerados “malvados” e “bonzinhos”, pois ambos protagonistas têm um lado mais sombrio por baixo daquele exterior calmo. Além disso, mostra o fato de a dualidade entre bem e mal ser relativa para cada pessoa, dependendo de seus princípios e senso de justiça. Um exemplo bem óbvio disso é o personagem Eli, o qual, mesmo com o objetivo de matar todos os ExtraOrdinários, ainda acredita estar fazendo algo bom para a humanidade ao eliminá-los do mundo. A história tem uma perspectiva não linear e faz o leitor se prender ao enredo e ficar curioso para saber os acontecimentos do passado e os acontecimentos presentes das vidas dos personagens. Do mesmo modo, tem uma alternância de perspectiva a cada capítulo, fazendo os personagens serem mais desenvolvidos. A escrita da autora é muito fluida e envolvente, cujo final deixa o leitor ansioso para a continuação.

Por Luiza Carloni

ROUND 6

SINOPSE: Centenas de jogadores falidos aceitam um estranho convite para um jogo de sobrevivência. Um prêmio milionário os aguarda, mas as apostas são altas e mortais.

“Squid Game”, conhecida no Brasil por “Round 6”, foi assistida por 111 milhões de lares ao redor do mundo e se tornou a maior série de todos os tempos da Netflix. A produção sul-coreana conta a história de Seong Gi-Hun (Lee Jung-jae), um homem divorciado, que vive com a mãe e deve uma grande quantia de dinheiro aos agiotas. Em certo momento, sua vida parece mudar quando recebe um convite para um jogo do qual ele pode sair rico. Contudo, nenhum dos 456 jogadores esperava a morte dos perdedores ao final das brincadeiras. Lá, o protagonista se une aos outros competidores, e, juntos, tentam sobreviver a essa sangrenta disputa.

A série, que misturou diversos clássicos, como “Jogos Vorazes” e “Jogos Mortais”, foi muito bem produzida, e é notável a atenção dada aos detalhes. Além do contraste existente entre a fotografia fria e azulada, a qual serviu para ditar o clima e aumentar as tensões, e o cenário colorido, há outras divergências evidentes, tais como a inocência das brincadeiras infantis, finalizadas em mortes, e também as músicas animadas, intensificadas a cada vez que a trama ficava mais sombria. Os episódios são emocionantes e continuam surpreendendo, sem perder o ritmo e sem deixar nenhum assunto arrastado. Na verdade, o problema foi o contrário, pois eles parecem ter perdido o “time”, não dando tempo suficiente para os espectadores digerirem as situações mais tensas, como a morte de alguns personagens, e já seguiram para outras cenas igualmente intensas.

A Netflix passou a apostar cada vez mais em produções estrangeiras, que fogem de Hollywood, e não está decepcionando. “Round 6” apresenta um leque de personagens carismáticos, com as mais diversas personalidades e histórias de vida, e, mesmo assim, fazem o espectador se relacionar, se apegar e sofrer a cada episódio. Não foi à toa o sucesso alcançado pela série, pois o diretor Hwang Dong-hyuk acertou em cheio, inclusive nas críticas sociais feitas, sendo a maior delas o quão longe as pessoas estão dispostas a ir por dinheiro. A trama, além de deixar algumas pontas soltas, abriu caminho para uma segunda temporada e é altamente recomendada, principalmente, para aqueles que curtem ação e não se abalam com cenas violentas.

Por Ana Clara Monteiro